terça-feira, 15 de julho de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
óIA sÓ (Por Lizal)
óIA sÓ!!! Por: Lizal
O evento Rap é o Som Festival, que reuniu nas suas duas edições em Campo Mourão, grupos de rap de todo o Interior do Paraná, é o Fórum Social Mundial do Rap do Interior Paranaense.
(Salveeeeeeeeeeee!!!!).
OPERAÇÃO FOZ SEGURA 1:
Dois manos caminhavam tranquilamente pela Praça do Mitre quando ouve os policiais que estavam desencadeando mais uma Operação Foz segura.
- Atenção seus vagabundos!!! Mãos no cavalo!!!
(Pedrêra...)
Pergunta:
- Pra que serve a faixa de pedestre?
Resposta:
- Pro povo ser atropelado.
Pergunta:
- Pra que serve os telejornais?
Resposta:
- Pro povo ser enganado.
Hoje em dia é correria; só dá loco pra cima e pra baixo, pra lá e pra cá, igual charuto em boca de bêbado. E ainda sobra tempo pra ficarem 4 horas na internet.
(O sistema é frio e calculista; a brecha que a Tv deixa, o Computador preenche).
ESCREVEU FREI BETTO:
“Cidadania rima com Democracia. Neoliberalismo rima com Egoísmo”.
(Betto rima com Correto).
Música do grupo Facção Central:
Nada difere o fabricante de bebida do de arma, os dois vendem velório na caixa, lucram com sua desgraça. Vejo o DENARC prender o vendedor de cocaína e deixar livre o de Ferrari que te mata com pinga.
A PROCURA DA MULHER PERFEITA
O poeta Ulisses Tavares escreveu que procura uma mulher simples e básica, como ele. Uma mulher que aceite críticas e correções; uma mulher estranha, diferente, única, independente. O poeta pensou bem e afirmou: “A mulher que procuro sou eu de saias. Por isso nunca a encontro. E, quando encontro, saio correndo. De medo”.
(Fuja loco!!!!!!!!!)
Escreveu Gilberto Felisberto:
“(...) Ao contrário da mitologia oficial, a história brasileira é a história da violência, vigilância e castigo. A estrutura do latifúndio torturou escravos e trabalhadores livres: pau-de-arara, tronco, gargalheira, chicote, rabo de tatu. A classe senhorial dominante preservou o latifúndio depois da abolição da escravatura”.
OPERAÇÃO FOZ SEGURA 2:
Um truta foi morar numa cidadezinha do interior do Paraná. Cidade a pampa com umas meia dúzia de habitantes. Ficou surpreso com as novidades; policial lá anda de bicicleta, estilingue, e dá bom dia pras pessoas na rua. Veio de férias pra Foz do Iguaçu bem na época da Operação Foz Segura. No primeiro dia já levou uma girica dos gambé em plena Av. JK. Todo mundo que passava de busão via a cena “dos próximos capítulos”. Nos cinco dias que ele ficou em Foz levou três enquadros cinematográficos.
(Dá pra escrever uma Canção de Exílio: “As polícias que aqui enquadram, não enquadram como lá”...)
Uma pessoa que ninguém critica, é pior que um parasita.
“Até os parasitas são criticados”.
TRAFICANDO INFORMAÇÃO, “LITERALMENTE”.
Sábado, dia 07 de junho, rolou a Noite do Hip-Hop na Fartal. Os Djs tocaram só sonzêra, enquanto os B.boys desenvolviam o Break de chão no asfalto áspero do CTG Charrua. Um grafiteiro tirou um Spray branco da mochila e escreveu no asfalto a palavra Paz. Para reforçar, os Mc's cantaram suas músicas espalhando a mensagem de consciência, paz, amor e união do movimento Hip-Hop.
Terminado o show, começou outro show: dois guardas municipais abordaram os irmãos que se apresentaram e começaram a revistá-los. Armas em punho, voz autoritária (no estilo BOPE) e uma arrogância que já é notória. Deixo aqui uma pergunta: será que revistaram a dupla Sérgio Menotti e Fabiano após a sua apresentação?
(O Rap é o Tráfico de Informação e dessa vez os gambé não conseguiram prender os traficantes. O fragrante - que é a informação - estava na mente).
Frase de Ice Cube:
“Culpar o RAP pelos problemas da sociedade é como culpar o espelho pela imagem refletida”.
O gambé Matias, do filme Tropa de Elite subiu no palco do Hutus para cantar um Rap. André Ramiro (seu nome verdadeiro) é natural do Rio de Janeiro e afirmou que já cantava Rap antes de estrear no cinema. Muitos manos não quiseram nem saber e durante a apresentação ouviu-se de um maluco: “sai daí”. Ramiro se afirmou como favelado e continuou a apresentação.
(O mano Cascão TSG mandou um salve pro Celso Athaíde em seu novo álbum. “Tem um ex Pm que matava lá no morro / hoje é dono do Hutus e entrega prêmio pro meu povo”. André Ramiro tá em casa).
ÓIA SÓ:
Sérgio Fernando Paranhos Fleury, um dos maiores torturadores da ditadura militar, virou nome de rua em São Carlos - interior de São Paulo. Alguns moradores dessa rua, que fica próxima a universidade federal USFCar, estão tentando mudar o nome da rua. Um dos moradores, Julio César Bastoni, mora em uma pequena quitinete com uma modesta bibliotecazinha repleta de livros. Entre os clássicos da literatura encontra-se em sua biblioteca livros de Marx, Lênin e Engels.
(Se fosse há 40 anos atrás, é quase certeza de que seria invadida, quem sabe até por Fleury. Mano Brown foi categórico ao cantar: “Fleury e sua gangue vão nadar numa piscina de sangue”).
O evento Rap é o Som Festival, que reuniu nas suas duas edições em Campo Mourão, grupos de rap de todo o Interior do Paraná, é o Fórum Social Mundial do Rap do Interior Paranaense.
(Salveeeeeeeeeeee!!!!).
OPERAÇÃO FOZ SEGURA 1:
Dois manos caminhavam tranquilamente pela Praça do Mitre quando ouve os policiais que estavam desencadeando mais uma Operação Foz segura.
- Atenção seus vagabundos!!! Mãos no cavalo!!!
(Pedrêra...)
Pergunta:
- Pra que serve a faixa de pedestre?
Resposta:
- Pro povo ser atropelado.
Pergunta:
- Pra que serve os telejornais?
Resposta:
- Pro povo ser enganado.
Hoje em dia é correria; só dá loco pra cima e pra baixo, pra lá e pra cá, igual charuto em boca de bêbado. E ainda sobra tempo pra ficarem 4 horas na internet.
(O sistema é frio e calculista; a brecha que a Tv deixa, o Computador preenche).
ESCREVEU FREI BETTO:
“Cidadania rima com Democracia. Neoliberalismo rima com Egoísmo”.
(Betto rima com Correto).
Música do grupo Facção Central:
Nada difere o fabricante de bebida do de arma, os dois vendem velório na caixa, lucram com sua desgraça. Vejo o DENARC prender o vendedor de cocaína e deixar livre o de Ferrari que te mata com pinga.
A PROCURA DA MULHER PERFEITA
O poeta Ulisses Tavares escreveu que procura uma mulher simples e básica, como ele. Uma mulher que aceite críticas e correções; uma mulher estranha, diferente, única, independente. O poeta pensou bem e afirmou: “A mulher que procuro sou eu de saias. Por isso nunca a encontro. E, quando encontro, saio correndo. De medo”.
(Fuja loco!!!!!!!!!)
Escreveu Gilberto Felisberto:
“(...) Ao contrário da mitologia oficial, a história brasileira é a história da violência, vigilância e castigo. A estrutura do latifúndio torturou escravos e trabalhadores livres: pau-de-arara, tronco, gargalheira, chicote, rabo de tatu. A classe senhorial dominante preservou o latifúndio depois da abolição da escravatura”.
OPERAÇÃO FOZ SEGURA 2:
Um truta foi morar numa cidadezinha do interior do Paraná. Cidade a pampa com umas meia dúzia de habitantes. Ficou surpreso com as novidades; policial lá anda de bicicleta, estilingue, e dá bom dia pras pessoas na rua. Veio de férias pra Foz do Iguaçu bem na época da Operação Foz Segura. No primeiro dia já levou uma girica dos gambé em plena Av. JK. Todo mundo que passava de busão via a cena “dos próximos capítulos”. Nos cinco dias que ele ficou em Foz levou três enquadros cinematográficos.
(Dá pra escrever uma Canção de Exílio: “As polícias que aqui enquadram, não enquadram como lá”...)
Uma pessoa que ninguém critica, é pior que um parasita.
“Até os parasitas são criticados”.
TRAFICANDO INFORMAÇÃO, “LITERALMENTE”.
Sábado, dia 07 de junho, rolou a Noite do Hip-Hop na Fartal. Os Djs tocaram só sonzêra, enquanto os B.boys desenvolviam o Break de chão no asfalto áspero do CTG Charrua. Um grafiteiro tirou um Spray branco da mochila e escreveu no asfalto a palavra Paz. Para reforçar, os Mc's cantaram suas músicas espalhando a mensagem de consciência, paz, amor e união do movimento Hip-Hop.
Terminado o show, começou outro show: dois guardas municipais abordaram os irmãos que se apresentaram e começaram a revistá-los. Armas em punho, voz autoritária (no estilo BOPE) e uma arrogância que já é notória. Deixo aqui uma pergunta: será que revistaram a dupla Sérgio Menotti e Fabiano após a sua apresentação?
(O Rap é o Tráfico de Informação e dessa vez os gambé não conseguiram prender os traficantes. O fragrante - que é a informação - estava na mente).
Frase de Ice Cube:
“Culpar o RAP pelos problemas da sociedade é como culpar o espelho pela imagem refletida”.
O gambé Matias, do filme Tropa de Elite subiu no palco do Hutus para cantar um Rap. André Ramiro (seu nome verdadeiro) é natural do Rio de Janeiro e afirmou que já cantava Rap antes de estrear no cinema. Muitos manos não quiseram nem saber e durante a apresentação ouviu-se de um maluco: “sai daí”. Ramiro se afirmou como favelado e continuou a apresentação.
(O mano Cascão TSG mandou um salve pro Celso Athaíde em seu novo álbum. “Tem um ex Pm que matava lá no morro / hoje é dono do Hutus e entrega prêmio pro meu povo”. André Ramiro tá em casa).
ÓIA SÓ:
Sérgio Fernando Paranhos Fleury, um dos maiores torturadores da ditadura militar, virou nome de rua em São Carlos - interior de São Paulo. Alguns moradores dessa rua, que fica próxima a universidade federal USFCar, estão tentando mudar o nome da rua. Um dos moradores, Julio César Bastoni, mora em uma pequena quitinete com uma modesta bibliotecazinha repleta de livros. Entre os clássicos da literatura encontra-se em sua biblioteca livros de Marx, Lênin e Engels.
(Se fosse há 40 anos atrás, é quase certeza de que seria invadida, quem sabe até por Fleury. Mano Brown foi categórico ao cantar: “Fleury e sua gangue vão nadar numa piscina de sangue”).
RAP É O SOM FESTIVAL - 2008
O busão saiu de frente do TTu às 07:00 hs da manhã. Trinta pessoas lotaram o banza em destino à Campo Mourão, cidade do interior do Paraná, onde acontece pelo segundo ano consecutivo o evento Rap é o Som Festival. Esse evento reúne nas dependências do SESC de Campo Mourão, grupos de rap de todo o interior paranaense.
Chegamos em solo mourãoense perto das 12:00 hs e um vento frio dava as boas vindas aos iguaçuenses. Próximo as 14:00 hs, a quadra do SESC (onde estava montada a estrutura do show) estava repleta de manos e minas. Em um canto da quadra estava montada uma barraca, onde um mano comercializava roupas de sua própria grife: Boss Class, marca de Hip-Hop criado esse ano em Campo Mourão pelo Dj Papa-Léguas (RJD). Os grupos que tinham CDs gravados, aproveitaram e locarizaram-se ao lado da barraca, para vender seus Cds.. O evento começou e os B.Boys e B.Girls presentes fizeram uma enorme roda de Break. Enquanto os Djs discotecavam eles dançavam no meio da quadra do SESC. Quando os primeiros grupos de rap se preparavam para as apresentações, os B.Boys reuniram-se em outro espaço, para dançarem, confraternizarem juntos e trocarem informações e contatos.
Os dois primeiros grupos a cantar no evento são de Foz do Iguaçu. DNA do Rap e Profecia da Fronteira subiram ao palco do Rap é o Som para representar o Rap iguaçuense e mostrar seu trabalho ao público presente. Da Zona Leste de Campo Mourão colou o grupo Força do Rap e de Umuarama o grupo Impacto MC's. Representando o rap gospel, o grupo Conquista Final também de Campo Mourão subiu pelo segundo ano consecutivo ao palco do Rap é o Som; quem esteve lá ano passado percebeu a evolução desse grupo que traz boas mensagens em suas músicas. Da cidade de Paranavaí colou no evento o grupo Drama Real. O grupo que já tem um cd na rua com o titulo de Dramático, mas Realista, está finalizando um novo trampo. O sétimo grupo a apresentar-se foi o grupo Filhos da Noite, de Maringá; grupo que passou por diversas formações e colou para mostrar uma nova proposta.
Um grupo que se destacou no evento veio da cidade de Rolandia e chama-se Resistência. Encantou o público pela boa performance de palco, sincronia, boas músicas e os refrões contagiantes da backing vocal. O grupo Resistência tem um trampo gravado: O Vale daSombra da Morte. De Cianorte colou Exito, que faz parte da Banca DPQ. Outros manos que também apresentaram-se ano passado é do grupo Consciência Ativa, de Campo Mourão. Em breve poderemos conhecer melhor seu trampo através de um álbum que estão finalizando. Representando Paysandu, apresentou-se no evento o grupo União Periférica. Os manos estão a miliano na correria e evoluindo dia após dia. O grupo Reféns do Crime Campo Mourão se apresentou pelo segundo ano no evento. A quadra do SESC estava lotada e a noite vinha chegando. A lua brilhava imponente no céu e o evento começava a esquentar, apesar do clima frio daquela noite.
Outro grupo de Umuarama, Diário Cruel, apresentou-se pela primeira vez em Campo Mourão. O grupo está finalizando o Cd Não Julgue o Livro Pela Capa. No ano passado o Mano Will no Control apresentou-se solo e estava lançando seu primeiro trampo. Nesse ano juntou-se ao grupo Pensamento Racional - que também cantou ano passado - e cantaram os sons que sairá no álbum do grupo, CD bem esperado pelos ouvintes de Rap Nacional.
Uma das horas rush do evento foi quando subiu ao palco o grupo Conexão do Gueto, da cidade de Umuarama. Com a parceria do Mano Thiagão botaram o público para cantar juntos os versos da música Tático Assassino (que já é Hit nas cidades paranaenses). Na seqüência subiu ao palco o grupo Rajada MC's, de Campo Mourão, idealizadores do evento. Com ótimas performances do Dj Papa-Léguas, apresentaram os sons de seu novo single, lançado a algumas semanas atrás. Rajada Mc's já é destaque no Hip-Hop paranaense e prepara novo álbum pra registrar a nova fase do grupo. Resumo os sons novos do Rajadas em uma frase: “Músicas feitas com sentimento”.
O Mano Thiagão mostrou que tem público e novamente fez tremer o chão da quadra do SESC. Desta vez com o seu grupo Thiagão e os Kamikazes do Gueto. Os manos e minas puderam ouvir o som Tático Assassino parte III, com refrão que certamente deixará os gambé puto: “Polícia é tudo sangue bom!!! / sangue bom de derramar”. O grupo já fez barulho com o CD Jardim de Pedras e está finalizando um novo trampo. Outro grupo de Cianorte que colou no evento: Verso Agressivo. Ano passado já haviam marcado presença. O grupo tem um Cd na rua (Tendência Suicida) e está finalizando outro (O Religioso Profano). O grupo Atitude Consciente representou sua terra (Campo Mourão). Os manos que também apresentaram-se ano passado estavam pré-lançando seu 2° CD (Soldado 121). Seu primeiro trampo (Na Mira do Mal) teve boa aceitação pelos irmãos.
De Foz do Iguaçu colou também o grupo ADP Aliados da Periferia que lançou seu CD de demonstração recentemente. O grupo comemora 9 anos de correria pelo Hip-Hop. “Vai mano, acredite mais, acredite em você” foram as palavras de incentivo cantadas na música piras conscientes.
E pra fechar com chave-de-ouro o evento, subiu ao palco a Banca denominada MPC 288. Mais de 10 manos revezaram-se nos microfones para cantar canções feitas em parceria. A Banca é formada por Djs e Mc's de diversos grupos de rap e lançará um selo para gravar os integrantes da Família. No estilo Wu-Tang Clan.
SALVEEEEEEEE.... até a próxima.
Chegamos em solo mourãoense perto das 12:00 hs e um vento frio dava as boas vindas aos iguaçuenses. Próximo as 14:00 hs, a quadra do SESC (onde estava montada a estrutura do show) estava repleta de manos e minas. Em um canto da quadra estava montada uma barraca, onde um mano comercializava roupas de sua própria grife: Boss Class, marca de Hip-Hop criado esse ano em Campo Mourão pelo Dj Papa-Léguas (RJD). Os grupos que tinham CDs gravados, aproveitaram e locarizaram-se ao lado da barraca, para vender seus Cds.. O evento começou e os B.Boys e B.Girls presentes fizeram uma enorme roda de Break. Enquanto os Djs discotecavam eles dançavam no meio da quadra do SESC. Quando os primeiros grupos de rap se preparavam para as apresentações, os B.Boys reuniram-se em outro espaço, para dançarem, confraternizarem juntos e trocarem informações e contatos.
Os dois primeiros grupos a cantar no evento são de Foz do Iguaçu. DNA do Rap e Profecia da Fronteira subiram ao palco do Rap é o Som para representar o Rap iguaçuense e mostrar seu trabalho ao público presente. Da Zona Leste de Campo Mourão colou o grupo Força do Rap e de Umuarama o grupo Impacto MC's. Representando o rap gospel, o grupo Conquista Final também de Campo Mourão subiu pelo segundo ano consecutivo ao palco do Rap é o Som; quem esteve lá ano passado percebeu a evolução desse grupo que traz boas mensagens em suas músicas. Da cidade de Paranavaí colou no evento o grupo Drama Real. O grupo que já tem um cd na rua com o titulo de Dramático, mas Realista, está finalizando um novo trampo. O sétimo grupo a apresentar-se foi o grupo Filhos da Noite, de Maringá; grupo que passou por diversas formações e colou para mostrar uma nova proposta.
Um grupo que se destacou no evento veio da cidade de Rolandia e chama-se Resistência. Encantou o público pela boa performance de palco, sincronia, boas músicas e os refrões contagiantes da backing vocal. O grupo Resistência tem um trampo gravado: O Vale daSombra da Morte. De Cianorte colou Exito, que faz parte da Banca DPQ. Outros manos que também apresentaram-se ano passado é do grupo Consciência Ativa, de Campo Mourão. Em breve poderemos conhecer melhor seu trampo através de um álbum que estão finalizando. Representando Paysandu, apresentou-se no evento o grupo União Periférica. Os manos estão a miliano na correria e evoluindo dia após dia. O grupo Reféns do Crime Campo Mourão se apresentou pelo segundo ano no evento. A quadra do SESC estava lotada e a noite vinha chegando. A lua brilhava imponente no céu e o evento começava a esquentar, apesar do clima frio daquela noite.
Outro grupo de Umuarama, Diário Cruel, apresentou-se pela primeira vez em Campo Mourão. O grupo está finalizando o Cd Não Julgue o Livro Pela Capa. No ano passado o Mano Will no Control apresentou-se solo e estava lançando seu primeiro trampo. Nesse ano juntou-se ao grupo Pensamento Racional - que também cantou ano passado - e cantaram os sons que sairá no álbum do grupo, CD bem esperado pelos ouvintes de Rap Nacional.
Uma das horas rush do evento foi quando subiu ao palco o grupo Conexão do Gueto, da cidade de Umuarama. Com a parceria do Mano Thiagão botaram o público para cantar juntos os versos da música Tático Assassino (que já é Hit nas cidades paranaenses). Na seqüência subiu ao palco o grupo Rajada MC's, de Campo Mourão, idealizadores do evento. Com ótimas performances do Dj Papa-Léguas, apresentaram os sons de seu novo single, lançado a algumas semanas atrás. Rajada Mc's já é destaque no Hip-Hop paranaense e prepara novo álbum pra registrar a nova fase do grupo. Resumo os sons novos do Rajadas em uma frase: “Músicas feitas com sentimento”.
O Mano Thiagão mostrou que tem público e novamente fez tremer o chão da quadra do SESC. Desta vez com o seu grupo Thiagão e os Kamikazes do Gueto. Os manos e minas puderam ouvir o som Tático Assassino parte III, com refrão que certamente deixará os gambé puto: “Polícia é tudo sangue bom!!! / sangue bom de derramar”. O grupo já fez barulho com o CD Jardim de Pedras e está finalizando um novo trampo. Outro grupo de Cianorte que colou no evento: Verso Agressivo. Ano passado já haviam marcado presença. O grupo tem um Cd na rua (Tendência Suicida) e está finalizando outro (O Religioso Profano). O grupo Atitude Consciente representou sua terra (Campo Mourão). Os manos que também apresentaram-se ano passado estavam pré-lançando seu 2° CD (Soldado 121). Seu primeiro trampo (Na Mira do Mal) teve boa aceitação pelos irmãos.
De Foz do Iguaçu colou também o grupo ADP Aliados da Periferia que lançou seu CD de demonstração recentemente. O grupo comemora 9 anos de correria pelo Hip-Hop. “Vai mano, acredite mais, acredite em você” foram as palavras de incentivo cantadas na música piras conscientes.
E pra fechar com chave-de-ouro o evento, subiu ao palco a Banca denominada MPC 288. Mais de 10 manos revezaram-se nos microfones para cantar canções feitas em parceria. A Banca é formada por Djs e Mc's de diversos grupos de rap e lançará um selo para gravar os integrantes da Família. No estilo Wu-Tang Clan.
SALVEEEEEEEE.... até a próxima.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
JÃO EM: A ÚLTIMA CEIA (Por Lizal)
Jão parou no ponto de ônibus. Era uma tarde de sábado como outra qualquer e os pontos estavam cheios de pessoas voltando do trabalho. Distribuiu alguns papéis para as pessoas. Pedia uma ajuda para comprar alimentos.
A tarde estava fria e Jão estava enrolado em um cobertor velho, sujo e rasgado. O cobertor não segurava o frio nem o mau cheiro de dias sem tomar banho. Uma mulher devolveu-lhe o papel e se afastou, para não vomitar. Alguns deram-lhe moedas, torcendo para que ele saísse logo dali. Outros o ignoraram e nem pegaram o papel. Do lado do ponto de ônibus um restaurante e do outro lado da rua uma churrascaria. As carnes já estavam sendo assadas para a noite. Todo sábado a churrascaria fica lotada de clientes. O cheiro invadia a rua e embrulhou o estômago de Jão, que estava o dia inteiro sem comer nada. Saiu andando, para alívio das pessoas no ponto. Contou as moedas e parou em frente a um mercadinho. O dono do estabelecimento tentou impedir sua entrada, mas ele já estava lá dentro procurando algo nas prateleiras. Comprou um pacote demacarrão dos mais baratos e uma garrafinha de pinga Javá. Saiu do estabelecimento e caminhou pela rua dando uns goles na garrafinha.
O frio aumentava e logo teria que se recolher em um canto, para se esconder dele. Mas, antes foi até o CEASA para pegar alguns legumes. Revirou as latas de lixo e encheu uma sacola com chuchu, cenoura, batata e tomate, estragados.
Jão chegou ao seu esconderijo na boca da noite. Era um terreno baldio no centro da cidade. O mato tomava conta do lugar e uma montanha de lixo dificultava a entrada no terreno. Sacolas, vidros e potes abrigavam água parada onde possivelmente se proliferará o mosquito da dengue. Num canto havia um papelão que queria ser cama e dois tijolos no chão que queriam ser fogão. Ele recolheu alguns galhos secos e acendeu um fogo colocando sobre ele uma velha panela, que de tão preta de fumaça, parecia panela com teflon. Em um litro de coca-cola descartável pegou a água que encheu a panela. Colocou o macarrão e cortou os legumes com casca e tudo e misturou o sal que guardava em um pequeno vidro sem tampa. Até a sopa cozinhar já tinha tomado toda a pinga. Com uma colher comeu na panela mesmo, não tinha com quem dividir a sopa e nem a solidão.
Depois da ceia guardou a panela e colocou mais lenha na fogueira, a noite prometia ser gelada. Jão deitou no papelão, enrolou-se no cobertor, fechou os olhos e dormiu. Nessa noite fez zero grau em Foz. Jão dormiu para não acordar mais; ou para, quem sabe, acordar em um lugar melhor, em um mundo mais justo. Os jornalistas indagaram se Jão morreu de frio. Ele estava com o cobertor e de manhã, quando um rapaz que voltava da balada entrou no terreno para urinar, na fogueira ainda restavam brasas acesas.
Ninguém conseguiu explicar a morte.
Jão parou no ponto de ônibus. Era uma tarde de sábado como outra qualquer e os pontos estavam cheios de pessoas voltando do trabalho. Distribuiu alguns papéis para as pessoas. Pedia uma ajuda para comprar alimentos.
A tarde estava fria e Jão estava enrolado em um cobertor velho, sujo e rasgado. O cobertor não segurava o frio nem o mau cheiro de dias sem tomar banho. Uma mulher devolveu-lhe o papel e se afastou, para não vomitar. Alguns deram-lhe moedas, torcendo para que ele saísse logo dali. Outros o ignoraram e nem pegaram o papel. Do lado do ponto de ônibus um restaurante e do outro lado da rua uma churrascaria. As carnes já estavam sendo assadas para a noite. Todo sábado a churrascaria fica lotada de clientes. O cheiro invadia a rua e embrulhou o estômago de Jão, que estava o dia inteiro sem comer nada. Saiu andando, para alívio das pessoas no ponto. Contou as moedas e parou em frente a um mercadinho. O dono do estabelecimento tentou impedir sua entrada, mas ele já estava lá dentro procurando algo nas prateleiras. Comprou um pacote demacarrão dos mais baratos e uma garrafinha de pinga Javá. Saiu do estabelecimento e caminhou pela rua dando uns goles na garrafinha.
O frio aumentava e logo teria que se recolher em um canto, para se esconder dele. Mas, antes foi até o CEASA para pegar alguns legumes. Revirou as latas de lixo e encheu uma sacola com chuchu, cenoura, batata e tomate, estragados.
Jão chegou ao seu esconderijo na boca da noite. Era um terreno baldio no centro da cidade. O mato tomava conta do lugar e uma montanha de lixo dificultava a entrada no terreno. Sacolas, vidros e potes abrigavam água parada onde possivelmente se proliferará o mosquito da dengue. Num canto havia um papelão que queria ser cama e dois tijolos no chão que queriam ser fogão. Ele recolheu alguns galhos secos e acendeu um fogo colocando sobre ele uma velha panela, que de tão preta de fumaça, parecia panela com teflon. Em um litro de coca-cola descartável pegou a água que encheu a panela. Colocou o macarrão e cortou os legumes com casca e tudo e misturou o sal que guardava em um pequeno vidro sem tampa. Até a sopa cozinhar já tinha tomado toda a pinga. Com uma colher comeu na panela mesmo, não tinha com quem dividir a sopa e nem a solidão.
Depois da ceia guardou a panela e colocou mais lenha na fogueira, a noite prometia ser gelada. Jão deitou no papelão, enrolou-se no cobertor, fechou os olhos e dormiu. Nessa noite fez zero grau em Foz. Jão dormiu para não acordar mais; ou para, quem sabe, acordar em um lugar melhor, em um mundo mais justo. Os jornalistas indagaram se Jão morreu de frio. Ele estava com o cobertor e de manhã, quando um rapaz que voltava da balada entrou no terreno para urinar, na fogueira ainda restavam brasas acesas.
Ninguém conseguiu explicar a morte.
Senado aprova projeto de lei que coloca Filosofia e Sociologia de volta à grade curricular
Senado aprova projeto de lei que coloca Filosofia e Sociologia de volta à grade curricular
No dia 08 de maio, o Senado aprovou projeto de lei que traz de volta à grade curricular do ensino médio as disciplinas de Filosofia e Sociologia. Excluídas desde o regime militar, as matérias esperam apenas a sanção do presidente Lula para serem introduzidas novamente na carga horária das escolas.
Além de garantir uma formação mais sólida e humanista para os estudantes, a aprovação abre portas para a inserção de outras disciplinas, como Psicologia. Outro projeto que vai na cola é o da implementação de eleições diretas para presidente nas escolas, levado a cabo pela UBES. Desde 2006, uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) já estava em vigor e estabelecia Sociologia e Filosofia no Ensino Médio. Porém, alguns Estados - entre eles São Paulo - se recusavam a seguir a orientação federal. Com o projeto de lei, toda a rede pública será obrigada a se readaptar. Vale lembrar também que o mesmo texto havia sido aprovado em 2001, mas fora vetado pelo ex-presidente FHC..
Fonte: blogdopetta.blig.ig.com.br
Por que somos contra a proposta de redução da idade limite para imputabilidade penal.
ACESSE O SITE DA NAÇÃO HIP-HOP BRASIL E FIQUE BEM INFORMADO.
www.nacaohiphopbrasil.com.br
Acesse o site do vermelho:
www.vermelho.org.br
No dia 08 de maio, o Senado aprovou projeto de lei que traz de volta à grade curricular do ensino médio as disciplinas de Filosofia e Sociologia. Excluídas desde o regime militar, as matérias esperam apenas a sanção do presidente Lula para serem introduzidas novamente na carga horária das escolas.
Além de garantir uma formação mais sólida e humanista para os estudantes, a aprovação abre portas para a inserção de outras disciplinas, como Psicologia. Outro projeto que vai na cola é o da implementação de eleições diretas para presidente nas escolas, levado a cabo pela UBES. Desde 2006, uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) já estava em vigor e estabelecia Sociologia e Filosofia no Ensino Médio. Porém, alguns Estados - entre eles São Paulo - se recusavam a seguir a orientação federal. Com o projeto de lei, toda a rede pública será obrigada a se readaptar. Vale lembrar também que o mesmo texto havia sido aprovado em 2001, mas fora vetado pelo ex-presidente FHC..
Fonte: blogdopetta.blig.ig.com.br
Por que somos contra a proposta de redução da idade limite para imputabilidade penal.
ACESSE O SITE DA NAÇÃO HIP-HOP BRASIL E FIQUE BEM INFORMADO.
www.nacaohiphopbrasil.com.br
Acesse o site do vermelho:
www.vermelho.org.br
BRASILEIRO (Por: Luiz Henrique Dias da Silva)
BRASILEIRO (Por: Luiz Henrique Dias da Silva)
Certo dia Rosa chegou do trabalho e encontrou um bilhete. Pequeno. Enroscado no trinco, bem na porta do barraco. Como nos tempos de criança pensou que poderia ser um aviso do príncipe que em breve viria buscá-la em seu cavalo branco e levá-la para longe daquela vida sofrida. Mãe solteira. Assalariada. Poderia ser um bilhete de um apaixonado que a queria pedir em casamento. Ou quem sabe uma viva alma que lhe oferecia um emprego melhor, que lhe trouxesse uma renda digna e uma vida mais justa. Ou poderia, quem sabe, ser um bilhete premiado? Sim. Um bilhete de loteria que lhe desse a vida que ela todo dia assiste na televisão, seu único lazer. Havia, portanto, muitas possibilidades felizes para aquele bilhete. Respirou fundo e pegou o papel que dizia: “... aviso de desligamento. Por não constar em nossos registros o pagamento das faturas referentes a dezembro e janeiro, efetuamos o corte ao fornecimento de sua luz. Assim que a situação for regularizada, entre em contato com nosso atendimento para restabelecermos seu fornecimento. Obrigado”. Hoje não vai ter novela.
(Luiz Henrique Dias da Silva, Foz do Iguaçu, é escritor, dramaturgo e estudante de arquitetura).
Contatos: imobz@hotmail.com e www.avidagira.blogspot.com
Fonte: Zine A Vida Gira, n° 01, Junho de 2008.
Certo dia Rosa chegou do trabalho e encontrou um bilhete. Pequeno. Enroscado no trinco, bem na porta do barraco. Como nos tempos de criança pensou que poderia ser um aviso do príncipe que em breve viria buscá-la em seu cavalo branco e levá-la para longe daquela vida sofrida. Mãe solteira. Assalariada. Poderia ser um bilhete de um apaixonado que a queria pedir em casamento. Ou quem sabe uma viva alma que lhe oferecia um emprego melhor, que lhe trouxesse uma renda digna e uma vida mais justa. Ou poderia, quem sabe, ser um bilhete premiado? Sim. Um bilhete de loteria que lhe desse a vida que ela todo dia assiste na televisão, seu único lazer. Havia, portanto, muitas possibilidades felizes para aquele bilhete. Respirou fundo e pegou o papel que dizia: “... aviso de desligamento. Por não constar em nossos registros o pagamento das faturas referentes a dezembro e janeiro, efetuamos o corte ao fornecimento de sua luz. Assim que a situação for regularizada, entre em contato com nosso atendimento para restabelecermos seu fornecimento. Obrigado”. Hoje não vai ter novela.
(Luiz Henrique Dias da Silva, Foz do Iguaçu, é escritor, dramaturgo e estudante de arquitetura).
Contatos: imobz@hotmail.com e www.avidagira.blogspot.com
Fonte: Zine A Vida Gira, n° 01, Junho de 2008.
RAP NO CASULO ROCK BAR
RAP NO CASULO ROCK BAR
No dia 21 de Junho a Banca CDR apresentou-se no Casulo Rock Bar (Bar da Cris). Oito grupos de rap fizeram o show, cheio de calor humano e energia positiva. Nessa noite o Cartel do Rap lançou sua crew Cartel do Break e os b.boys e b.girls confraternizaram com uma batalha da amizade. O show rolou na paz com muita rima, Freestyle, scratches e poesia marginal.
O mano Ademir (Clan do Beco) subiu ao palco para divulgar o cursinho pré-vestibular que estão promovendo para as comunidades carentes. “Nosso lugar não é na cadeia, na rua, no cemitério; nosso lugar é dentro da universidade pública” – declarou Ademir.
Os grupos que se apresentaram no evento foram: Santiago, Eloqüentes, Mano F, DNA do Rap, Inimigos da Guerra, ADP, Pesadelo Real e Mano Zeu.
O Cartel do Rap informa:
“Estamos a 7 anos e 10 meses sem tretas em shows de rap”.
No dia 21 de Junho a Banca CDR apresentou-se no Casulo Rock Bar (Bar da Cris). Oito grupos de rap fizeram o show, cheio de calor humano e energia positiva. Nessa noite o Cartel do Rap lançou sua crew Cartel do Break e os b.boys e b.girls confraternizaram com uma batalha da amizade. O show rolou na paz com muita rima, Freestyle, scratches e poesia marginal.
O mano Ademir (Clan do Beco) subiu ao palco para divulgar o cursinho pré-vestibular que estão promovendo para as comunidades carentes. “Nosso lugar não é na cadeia, na rua, no cemitério; nosso lugar é dentro da universidade pública” – declarou Ademir.
Os grupos que se apresentaram no evento foram: Santiago, Eloqüentes, Mano F, DNA do Rap, Inimigos da Guerra, ADP, Pesadelo Real e Mano Zeu.
O Cartel do Rap informa:
“Estamos a 7 anos e 10 meses sem tretas em shows de rap”.
HIP-HOP NA FARTAL 2008
HIP-HOP NA FARTAL 2008
A FARTAL 2008 veio com novidades. Entre elas, a Noite do Hip-Hop, que rolou no sábado, dia 07 de junho, das 19:00 hs as 21:00 hs.
Sempre existiram no Movimento Hip-Hop, grupos de resistência, contra o Rap ocupar outros espaços fora da favela e essa resistência é importantíssima. Esse ano não seria diferente. Rendeu até um tópico em uma comunidade do ORKUT: “O que você acha do rap ta na FARTAL?”. A pesquisa causou polêmica no Movimento da cidade e dezenas de pessoas acessaram a página para deixar sua idéia a respeito do Rap ta participando de um evento que coincide com o dia do aniversário da cidade. Algumas idéias contra e outras a favor. Entre as mais expressivas estão Daniel LL: “aê tio na moral, o que temos pra comemorar lá?? o preconceito, o descaso a injustiça?? são vários mano que se vão a cada ano, isso é motivo pra comemorar?? penso eu que o rap é a música da favela, a nossa música, nossa música não ta aê pra ganhar prêmio no Grammy, ta aê pra fazer revolução, morô. Porém cada um tem consciência daquilo que faz entendeu. Mas é desse jeito tio, é como a rosa traz espinho morô, em todos os movimentos vai ter isso, porém, deixo claro meu respeito a todos. E a opinião vem de cada um; essa é a minha. Paz a todos. DEUS é mais!!”.
E Clan do Beco: “Então irmão, cada um é cada um, como já disseram antes. Respeitamos a opinião de todos. Eu sou a favor do Rap na Fartal, é uma porta que ta se abrindo pro Rap de Foz, pros Manos divulgarem a sua mensagem. É válido, mas nunca esquecendo das quebradas, porque ali sim estão os verdadeiros guerreiros... Salveee!!!”.
O Hip-Hop nasceu nas periferias, da necessidade de lutar por direitos humanos e por igualdade social. De início o movimento não se envolveu politicamente, mas se opôs ao capitalismo. Hoje várias organizações de Hip-Hop são também organizações políticas e têm rappers disputando o poder político, inclusive para prefeito. O Movimento ganhou as páginas de revistas e jornais e depois programas de televisão. E junto com tudo isso veio as críticas dos militantes: “O lugar do Rap é na favela; temos que criar nossas mídias independentes, porque se você for na televisão estará legitimando ela”. “O Rap tem que ocupar os meios de comunicação. Se o rap não for, o pagode vai, o funk e o sertanejo vão”. Muitos aceitam se apresentar em programas de televisão, desde que seja ao vivo, para os produtores não editar a matéria e levar ao ar só o que interessa para a emissora.
O certo é que faz tempo que o Rap ta na FARTAL: 2004 e 2005 (Zero Ponto Um), 2006 e 2007 (Quinto Naipe). O que diferenciou esse ano é que foram contratados oito grupos de rap, uma crew de break e um grafiteiro. “Quando a esmola é demais o Santo desconfia”, ainda mais em ano eleitoral.
Hoje o Rap e o Break ta nos teatros, o grafite nas galerias de arte, nos museus. Estamos sendo vistos por outros olhos que não sentiram na pele o que nós sentimos e ainda não nos acostumamos com isso. É muito estranho pra um Movimento que nasceu sabendo exatamente o que não quer, mas até hoje não sabe direito o que quer e como alcançar o que almeja. Então o debate é valido, só assim o Hip-Hop vai evoluir ideologicamente e chegar num consenso coletivo. Se os elementos do Hip-Hop não conversarem entre si, logo, logo pode desunir-se aquilo que o Afrika Bambaataa uniu na década de 70. A opinião de cada guerreiro - cantor ou ouvinte - é de suma importância.
RESPONDA:
- O que você acha do Hip-Hop ocupar outros espaços fora da Favela?
A FARTAL 2008 veio com novidades. Entre elas, a Noite do Hip-Hop, que rolou no sábado, dia 07 de junho, das 19:00 hs as 21:00 hs.
Sempre existiram no Movimento Hip-Hop, grupos de resistência, contra o Rap ocupar outros espaços fora da favela e essa resistência é importantíssima. Esse ano não seria diferente. Rendeu até um tópico em uma comunidade do ORKUT: “O que você acha do rap ta na FARTAL?”. A pesquisa causou polêmica no Movimento da cidade e dezenas de pessoas acessaram a página para deixar sua idéia a respeito do Rap ta participando de um evento que coincide com o dia do aniversário da cidade. Algumas idéias contra e outras a favor. Entre as mais expressivas estão Daniel LL: “aê tio na moral, o que temos pra comemorar lá?? o preconceito, o descaso a injustiça?? são vários mano que se vão a cada ano, isso é motivo pra comemorar?? penso eu que o rap é a música da favela, a nossa música, nossa música não ta aê pra ganhar prêmio no Grammy, ta aê pra fazer revolução, morô. Porém cada um tem consciência daquilo que faz entendeu. Mas é desse jeito tio, é como a rosa traz espinho morô, em todos os movimentos vai ter isso, porém, deixo claro meu respeito a todos. E a opinião vem de cada um; essa é a minha. Paz a todos. DEUS é mais!!”.
E Clan do Beco: “Então irmão, cada um é cada um, como já disseram antes. Respeitamos a opinião de todos. Eu sou a favor do Rap na Fartal, é uma porta que ta se abrindo pro Rap de Foz, pros Manos divulgarem a sua mensagem. É válido, mas nunca esquecendo das quebradas, porque ali sim estão os verdadeiros guerreiros... Salveee!!!”.
O Hip-Hop nasceu nas periferias, da necessidade de lutar por direitos humanos e por igualdade social. De início o movimento não se envolveu politicamente, mas se opôs ao capitalismo. Hoje várias organizações de Hip-Hop são também organizações políticas e têm rappers disputando o poder político, inclusive para prefeito. O Movimento ganhou as páginas de revistas e jornais e depois programas de televisão. E junto com tudo isso veio as críticas dos militantes: “O lugar do Rap é na favela; temos que criar nossas mídias independentes, porque se você for na televisão estará legitimando ela”. “O Rap tem que ocupar os meios de comunicação. Se o rap não for, o pagode vai, o funk e o sertanejo vão”. Muitos aceitam se apresentar em programas de televisão, desde que seja ao vivo, para os produtores não editar a matéria e levar ao ar só o que interessa para a emissora.
O certo é que faz tempo que o Rap ta na FARTAL: 2004 e 2005 (Zero Ponto Um), 2006 e 2007 (Quinto Naipe). O que diferenciou esse ano é que foram contratados oito grupos de rap, uma crew de break e um grafiteiro. “Quando a esmola é demais o Santo desconfia”, ainda mais em ano eleitoral.
Hoje o Rap e o Break ta nos teatros, o grafite nas galerias de arte, nos museus. Estamos sendo vistos por outros olhos que não sentiram na pele o que nós sentimos e ainda não nos acostumamos com isso. É muito estranho pra um Movimento que nasceu sabendo exatamente o que não quer, mas até hoje não sabe direito o que quer e como alcançar o que almeja. Então o debate é valido, só assim o Hip-Hop vai evoluir ideologicamente e chegar num consenso coletivo. Se os elementos do Hip-Hop não conversarem entre si, logo, logo pode desunir-se aquilo que o Afrika Bambaataa uniu na década de 70. A opinião de cada guerreiro - cantor ou ouvinte - é de suma importância.
RESPONDA:
- O que você acha do Hip-Hop ocupar outros espaços fora da Favela?
quinta-feira, 3 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
SALVEEEEEEEEEEE!!!!!!!1
EM BREVE VOCÊS PODERÃO ACOMPANHAR AQUI TODAS AS MATÉRIAS, CONTOS, POESIAS E TEXTOS PUBLICADOS NOS FANZINES DO CARTEL DO RAP. E MUITAS OUTRAS NOVIDADES, AGENDA DE SHOWS, LETRAS DE MÚSICAS, ETC...
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